VocÍ estŠ aqui: > Homepage > AP3E - Missão e objectivos 

AP3E - Missão e objectivos

AP3E - Associação Portuguesa de Estudos e Engenharia de Explosivos é uma associação técnico-científica sem fins lucrativos e de Utilidade Pública, constituída em 27 de Março de 1992.

Tem como missão o aprofundamento e debate de problemas técnico-científicos, situados nas áreas das substâncias pirotécnicas, propergóis, explosivos e suas aplicações, colaborando com instituições e empresas no sentido de melhorar as normas de qualidade exigidas no sector dos explosivos, bem como ajudar a resolver problemas como a formação e a segurança dos profissionais do sector.

Os seus associados são entidades colectivas (públicas ou privadas) e indivíduos (profissionais e estudantes), ligados ao fabrico, transporte e emprego de produtos explosivos, à investigação&desenvolvimento, ensino, controlo de qualidade, prevenção e segurança.

Como Organismo de Normalização Sectorial (ONS.AP3E) coordena e promove as atividades da CT 125 - Explosivos Civis e Artigos Pirotécnicos  e  da CT 183 - Atmosferas Potencialmente Explosivas.

Enquanto membro da Federação Europeia de Engenheiros de Explosivos (EFEE) acompanha, participa nas reuniões plenárias e comissões técnicas e na divulgação das atividades por ela produzidas. A nível interno integra a Comissão Nacional de Transportes de Mercadorias Perigosas e participa em várias comissões técnicas de normalização. 

Organiza, promove ou apoia a realização de eventos técnicos sobre temas relacionados com: Aplicação de Explosivos no Desmonte de Maciços Rochosos, Formação e Certificação de Competências no setor dos Explosivos, Rastreabilidade dos Explosivos, Marcação CE nos Artigos Pirotécnicos, Normalização, etc. Promove regularmente em instituições de ensino superior Seminários sobre a Aplicação de Explosivos de uso Civil. O Prémio AP3E de Engenharia de Explosivos é instituído bianualmente para premiar trabalhos de engenharia de explosivos realizados por alunos do ensino superior em Portugal.
Promove a divulgação do MANUAL DO OPERADOR DE PRODUTOS EXPLOSIVOS destinado a apoiar a formação dos Operadores de Fogo. Este manual foi elaborado pela AP3E em colaboração com a ANIET, seguindo o programa de formação aprovado pela EFEE para o Operador de Fogo Europeu na área do desmonte de maciços rochosos. O projeto europeu PECCS - Pan-European Competency Certificate for Shot fier/blast designer by European Federation of Explosives Engineers (www.shotfirer.eu) iniciado em setembro de 2016, com uma duração de três anos, visa o desenvolvimento de material de apoio aos formadores para a formação harmonizada do Operador de Produtos Explosivos segundo os padrões da EFEE.

DESTAQUE DURANTE O PERIODO DE VERÃO
Nos verões dos últimos anos, pela dimensão dos incêndios e número de ocorrências, tem sido frequente ouvir jornalistas e comentadores a associar os incêndios rurais e florestais ao lançamento de artigos pirotecnicos sem terem qualquer estudo de suporte que possam confirmar as afirmações que vinculam para a comunicação.

Importa clarificar que durante o período crítico estão proibidos por lei o lançamento de quaisquer tipos de foguetes e mechas acesas. E em todos os espaços rurais, a utilização de fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, que não os indicados anteriormente, está sujeita a autorização prévia da respetiva câmara municipal.

Por isso sempre que se fala de lançamento de artigos de pirotecnia durante o período crítico está-se a falar de  fogo-de-artifício ou outros artefactos pirotécnicos, mas não de foguetes. O lançamento de artigos pirotecnicos está regulado por diversos diplomas legais e normas técnicas. Os artigos pirotécnicos estão organizados por categorias de risco, baseados em ensaios segundo normas europeias, e só só colocados no mercado com a marcação CE, se cumprirem com os requisistos de segurança. Para mais informações.

Durante o período crítico, para autorizar o lançamento de artigos de pirotecnia e espetáculos de fogo-de-artificio deve ser dirigido pedido à Câmara Municipal local, à autoridade policial local e é feita comunicação aos bombeiros locais. Nesse pedido está identificado o local, a hora de lançamento/espetáculo e as medidas de segurança a adotar e o tipo de artigos a lançar.

No início de julho foi enviado à Associação Nacional dos Municípios Portugueses um documento  subscrito pelas 3 associações representativas do sector, para divulgação aos municípios portugueses. Informação semelhante foi enviada ao Comando Nacional da GNR. 

O Departamento de Armas e Explosivos da PSP é a autoridade nacional que tem coordenado de um modo geral as alterações da regulmentação em Portugal e nesse contexto mantém uma relação de maior comunicação com as associações representativas do setor dos explosivos e pirotecnia. 

Importa referir que a AP3E enquanto Organismo de Normalização Setorial, no âmbito do protocolo com o IPQ, coordena a CT 125 sobre Explosivos Civis e Artigos Pirotécnicos, no acompanhamento dos trabalhos de normalização do CEN e na tradução de normas para português.